29/04/2017

Amor maduro (abertura para mudanças)

, NOME
Fonte:R'n'R Bride 

Amadurecemos e com isso nossa perspectiva das coisas muda,entendemos que nossos pais são humanos,tiramos eles de nossos altares,compreendemos que o modelo que eles nos passa nem sempre é eficaz,mesmo que estes nos estrague um pouco (ou muito) nem sempre são vilões.Eles erram como nós,tentam nos proteger conforme suas experiências de vida...alguns passam por decepções no casamento,tentando nos privar do falso amor,dizem que família é uma entidade falida.Chega um certo momento, em que compreendemos que amar não é suspirar pelos cantos,não é escrever cartas recheadas de corações,letras coloridas e poemas sem rima,a gente apenas sorri mesmo que essa pessoa não saiba de nós.

Compreendemos a plenitude do sentimento em sua essência,onde ter a capacidade de sentir amor pelo outro sem nada em troca,é ter a capacidade de amar a nós mesmos.Ter a certeza de que o outro está bem nos conforta,não ligar se nem sempre há sexo,passar por cima dos conflitos quando há diferenças batendo a porta,entender que barreiras nem sempre são incapacitantes.Não deixar nada de ruim nos bloquear...ser aberto a mudanças,respeitar diferenças,não discutir por tão pouco.A gente sente a mudança se avizinhar,a escolha é nossa se queremos ou não seguir e fluir com elas,lutar  acima de tudo.


Percebemos que achar que tudo é perfeito é sandice,molecagem,imaturo...achar que ninguém é perfeito o bastante,''não sabe falar'',''não sabe escrever'',''é inculto'',''só sai com os próprios amigos'',''prega a igualdade'',''só quer status'',''é ruim de cama''...sempre há uma desculpa para pular fora quando o parafuso aperta,um problema pequeno bate a porta,é sempre culpa do outro e jamais de nós mesmos...dizer que é bem resolvido sozinho,mas nunca parar num relacionamento porque o outro sempre tem um defeito,porque o outro nunca é bom o suficiente.Não aceitar que busca no outro aquilo que te falta,apontar suas falhas no primeiro que se aproxima e jamais aceita que deves mudar a si mesmo, e não os outros.

Quando paramos de  se importar com os mínimos detalhes que nos incomoda,conseguimos conviver com o outro e com nós mesmos,compreendemos que não podemos ser perfeitos e que não podemos exigir isso ao outro,paramos de criticar e passamos a ensinar.Paramos de achar que sabemos demais,ao invés de taparmos nossos ouvidos,aprendemos a ouvir com prazer e aprender com aquela verdade que não é nossa e muito menos absoluta.Vimos que somos donos de nós mesmos e de mais ninguém,que apoderar-se do outro é miseravelmente falho,que deixamos ir e esperamos chegar.